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Acessibilidade

Esta página descreve a parte de acessibilidade do Debian e fornece dicas de configurações para usuários(as). Para informações gerais de manutenção de pacotes para acessibilidade no Debian, por favor olhe a página de mantenedores(as) de pacotes de acessibilidade. Para detalhes de desenvolvimento, por favor veja accessibility-devel.

Por favor, nos ajude a te ajudar

Seria muito útil para usuários(as) com deficiência fornecer cenários de teste para que desenvolvedores(as) não deficientes possam saber como testar os pacotes de accessibilidade e assim ajudar o time de acessibilidade. Por favor, veja <20131008210138.GA9212@type.youpi.perso.aquilenet.fr> para detalhes.

Acessibilidade do instalador do Debian

O instalador do Debian possui funcionalidades acessíveis como braille, fala e contraste, que estão documentadas no manual de instalação para a versão estável, como também na atual preparação para o próximo envio (também em https://salsa.debian.org/installer-team/installation-guide/tree/master/en/boot-installer). Particularmente, aqui está o estado do suporte para os vários lançamentos:

Dispositivos Braille USB são detectados automaticamente; dispositivos seriais precisam de configuração no boot.

Todo o suporte para acessibilidade está disponível em todas as imagens, exceto para a imagem non-gtk netboot mini.iso, a qual não possui suporte para fala. Deste modo, pode-se usar a imagem CD-1 de https://cdimage.debian.org/debian-cd/current/amd64/iso-cd/ ou a imagem DVD-1 de https://cdimage.debian.org/debian-cd/current/amd64/iso-dvd/.

O software de fala é suportado desde o Debian Wheezy (Debian 7): quando se chega no menu de boot (um sinal sonoro é emitido para indicar isso), simplesmente pressione 's' e enter. Ele também pode ser acionado do win32-loader ao se escolher a instalação avançada, a instalação em modo gráfico e ao adicionar speakup.synth=soft à linha de comando do kernel. Note, entretanto, que o menu de boot do windows não é acessível; é preciso pressionar a seta para baixo e enter enquanto ele está no boot (por 30 segundos, por padrão).

Iniciando no Debian Stretch (Debian 9), a instalação avançada, o modo de recuperação e a instalação automática também estão disponíveis com suporte à acessibilidade. O procedimento é um pouco diferente para sistemas UEFI e BIOS: sistemas BIOS requerem pressionar return após cada comando, sistemas UEFI não. Por favor, use as instruções abaixo quando apropriadas. Depois que o boot terminar, um sinal sonoro será emitido em sistemas BIOS, enquanto sistemas UEFI emitirão dois sinais sonoros. Para acessar a funcionalidade anunciada, é preciso primeiro entrar no submenu "avançado" no menu de boot ao se digitar 'a' (em sistemas BIOS, isto tem que ser seguido de return; em sistemas UEFI, não é necessário). Para habilitar a fala, pressione 's' (novamente, seguido por return em sistemas BIOS, mas não em sistemas UEFI). Agora vários atalhos ficam disponíveis: 'x' para instalação avançada, 'r' para modo de recuperação ou 'a' para instalação automática. Novamente, as opções precisam ser seguidas de return quando se usa um sistema BIOS.

Iniciando no Debian Buster (Debian 10), 'd' pode ser usado no menu de boot para habilitar o tema de alto contraste (escuro).

Algumas placas de som recentes da Intel precisam de firmware não livre, então talvez você precise usar uma imagem não oficial que o inclua (de https://cdimage.debian.org/cdimage/unofficial/non-free/cd-including-firmware/10.0.0+nonfree/amd64/).

Se o nível do volume de fala está muito baixo, você pode digitar ?CapsLock-2 para torná-lo mais alto (e ?CapsLock-1 para que fique mais baixo). Se preferir uma velocidade de fala mais rápida, você pode digitar ?CapsLock-6 (ou ?CapsLock-5 para torná-la mais devagar).

Quando a instalação é feita via Braille ou fala, os mesmos parâmetros Braille e de fala serão habilitados no sistema instalado. O Orca também será habilitado para a conta de usuário(a) que é criada na instalação.

A síntese de fala deve funcionar dentro do instalador. Se não acontecer, por favor forneça informações suficientes que nos permitam encontrar onde o bug está.

Primeiro e mais importante, nós precisamos da URL exata que você usou para fazer o download da imagem de instalação; do contrário, nós nunca conseguiremos encontrar um bug que poderia somente existir na imagem que você usou (e que também precisa ser corrigido!).

Dentro do instalador, pressione alt-f2 para alternar para o console do shell, pressione enter para iniciar o shell, e digite

amixer -c 0 scontrols

amixer -c 1 scontrols

cat /proc/asound/cards

echo /sys/class/sound/card*/id

cat /sys/class/sound/card*/id

cat /var/run/espeakup.card

amixer -c 0 scontents

amixer -c 1 scontents

(sobre esses comandos, as seções importantes a serem relatadas são Master, Headphone, Speaker e PCM)

Então mande a saída para debian-accessibility@lists.debian.org para que possamos saber se uma placa de som foi detectada e quais são os níveis de volume. Se aparece somente uma mensagem de erro, ou se você não tem recursos que sejam capazes de ler o console do shell, por favor tente executar um CD live, faça o som funcionar com ele, e mande a saída de lsmod para debian-accessibility@lists.debian.org para que possamos saber que driver de som está ausente.

Se a síntese de fala não funcionar na reinicialização do sistema instalado, nós também precisamos de informações para encontrar onde o bug está. Por favor, envie para debian-accessibility@lists.debian.org os resultados dos mesmos comandos acima, mais

cat /etc/default/espeakup

Para pré-gravar algumas opções de boot e assim evitar digitá-las às cegas, pode-se remasterizar uma imagem utilizando-se o script abaixo:

https://people.debian.org/~sthibault/remaster-append.sh

O teste de acessibilidade no instalador do Debian está documentado na página de acessibilidade do instalador do Debian.

Acessibilidade do LiveCD

As imagens do LiveCD do GNOME, em https://www.debian.org/CD/live/, têm suporte à leitores de tela. No menu de boot, um sinal sonoro deve ser emitido para indicar que é preciso pressionar enter. O desktop então é iniciado (ToDo: adicionar sinal sonoro) e pode-se pressionar super-alt-s (vulgo windows-alt-s) para iniciar o Orca.

Suporte a Braille

O suporte a dispositivos Braille é feito por brltty, que é iniciado por um daemon em segundo plano. A maior parte das linhas Braille funcionam com brltty, conectadas tanto via porta serial, USB ou Bluetooth. Detalhes sobre dispositivos Braille suportados podem ser encontrados no site web do brltty (https://www.mielke.cc/brltty/). O brltty também fornece suporte à leitura de tela para console de texto do Linux.

O suporte à leitura de tela para GNOME e outros ambientes de desktop é fornecido pelo Orca. Ele mesmo não controla os dispositivos Braille; ele conecta o brltty via BrlAPI para isso. Se o Orca não conseguir realizar a saída Braille, certifique-se de que:

Alguns dispositivos Braille tem um teclado Braille integrado. O brltty suporta a simulação de teclas pressionadas no console de texto. Para uma simulação adequada no Xorg (manipulando layouts não qwerty, em particular), o pacote brltty-x11 deve ser instalado. Ele fornece xbrlapi, que deve ser iniciado no arranque da sessão Xorg antes de iniciar o Orca.

O teclado do PC também pode ser usado como um teclado Braille. Em /etc/brltty.conf, retire o comentários de key-table keypad e reinicie o brltty. Pode-se então alternar para o Braille ao se pressionar insert+asterisco no teclado numérico. Volte ao normal pressionando insert+barra no teclado numérico. O padrão é utilizar as teclas asdfjkl, como teclas Braille, mas o arquivo /etc/brltty/kbd-braille.kti pode ser modificado para usar outras teclas.

Também pode-se digitar padrões Braille Unicode (não letras, Braille puro, exibidos como são na tela) graças ao pacote console-braille que inclui layouts de teclado e o programa setbrlkeys para carregá-los facilmente.

O brltty também tem suporte bem básico à leitura de tela gráfica, que é limitado a campos de texto (por exemplo, o principal widget de edição, ou o terminal gnome-terminal). Ele é enviado com o pacote brltty-x11 e pode ser iniciado ao se executar

brltty -b ba -x a2

na inicialização da sessão do Xorg. A opção -b ba demanda que ele se conecte via BrlAPI ao brltty que já está executando e que dirige o dispositivo Braille atual. A opção -x a2 seleciona o driver At-Spi, que realiza a leitura de tela gráfica.

Suporte a fala

O Debian fornece muitos softwares sintetizadores de fala. Uma lista pode ser encontrada na tarefa do blend síntese de fala (link indisponível). Leitores de tela com frequência utilizam diretamente alguns sintetizadores de fala, ou usam interfaces genéricas como speech-dispatcher. O speech-dispatcher roda como um daemon. Leitores de tela podem se conectar a ele para emitirem fala. O speech-dispatcher então possui diversos módulos para suportar vários sintetizadores de fala.

Alguns deles são livres, tanto no sentido de liberdade (liberdade de expressão) como no sentido de gratuidade (cerveja grátis):

Alguns deles são livres no sentido de gratuidade, mas não no sentido de liberdade:

Outros não são livres:

Os sintetizadores de fala são conhecidos por terem problemas com pulseaudio (especialmente na linha de comando). É recomendado executar o pulseaudio como root ou desabilitar/remover o pulseaudio, como descrito em Execute_Pulseaudio_como_root ou Desabilitar_Pulseaudio.

Console de texto

Softwares de síntese de fala são suportados em consoles de texto. Existem três leitores de tela dentro do Debian que podem fazer uso deles: speakup, brltty e fenrir.

BRLTTY

O BRLTTY oferece suporte maduro à leitura de tela para console, incluindo fala. Você tem a escolha de usar o espeak diretamente ou via speech-dispatcher. Eles podem ser instalados com o pacote brltty-espeak ou brltty-speechd, respectivamente.

É necessário ativar o driver de fala na configuração do BRLTTY. Abra /etc/brltty.conf e edite-o:

1. Quando usar brltty-espeak, retire o comentário ou insira a seguinte linha:

speech-driver es

2. Quando usar brltty-speechd, retire o comentário ou insira a seguinte linha:

speech-driver sd

A seguir, recarregue o BRLTTY com sudo service brltty restart.

Speakup

O Speakup é um leitor de tela embutido no kernel para console de texto do Linux. Veja o Guia do usuário(a) do Speakup para detalhes.

O modo mais simples de usar o Speakup é através do pacote espeakup. Isto conecta o software sintetizador espeak diretamente no leitor de tela embutido no kernel. Você precisa adicionar speakup_soft em /etc/modules para conseguir que essa parte do kernel seja carregada e assim fazendo com que o espeakup funcione. O arquivo de configuração (/etc/default/espeakup) pode ser usado para definir tanto a voz quando a placa a serem usadas.

Uma outra forma de usar o Speakup é instalar speech-dispatcher e speechd-up. O Speech-dispatcher precisa ser iniciado a nível de sistema: /etc/default/speech-dispatcher precisa conter RUN=yes.

Por favor, veja a seção sobre o speech-dispatcher para mais detalhes.

Hardwares de síntese de voz também são suportados no console de texto através de drivers do speakup. Antes do Debian Buster (10), contudo, isto demandava desabilitar o driver da porta serial 8250, definindo esta variável em /etc/default/grub:

GRUB_CMDLINE_LINUX="8250.nr_uarts=0"

Pode-se então adicionar esta linha em /etc/modules para conseguir carregar um módulo speakup:

speakup_dectlk

Speech-Dispatcher

ToDo: precisa ser redigido. Documento:

Além disso, se você não tem pulseaudio instalado, você precisa reverter o speech-dispatcher para Alsa: em /etc/speech-dispatcher/speechd.conf, retire o comentário da linha AudioOutputMethod e defina-o desta maneira:

AudioOutputMethod "alsa"

Testando speech-dispatcher

Você pode testar se o speech-dispatcher funciona executando

spd-say "algum texto"

Ou, se você quer testar um módulo específico como o espeak:

spd-say -o espeak "algum texto"

Se não produzirem som, verifique os arquivos de log em $XDG_RUNTIME_DIR/speech-dispatcher/log, que possivelmente serão um dos /run/user/1000/speech-dispatcher/log, ~/.cache/speech-dispatcher/log ou /tmp/runtime-$USER/speech-dispatcher/log. Note que $USER precisa ser substituído por um nome real de usuário(a).

Nível de áudio

Iniciando no Stretch (Debian 9), os níveis de áudio são redefinidos para um valor padrão na inicialização. Se você quer mudar esse valor padrão, defina os níveis de áudio para o valor desejado (por exemplo, usando alsamixer do pacote alsa-utils) e grave as configurações executando alsactl store como root.

Impressão com relevo

Impressoras com relevo são facilmente usados no modo texto através drivers do CUPS (Common Unix Printing System ou Sistema Comum de Impressão Unix).

Iniciando no Stretch (Debian 9), drivers dedicados foram adicionados ao pacote cups-filters. Veja /usr/share/doc/cups-filters/README.gz para detalhes, mas basicamente você pode adicionar uma impressora de relevo da mesma maneira que uma impressora comum.

Durante a seleção do driver, escolha o fabricante "Genérico" e escolha o modelo "Impressora com relevo em Braille genérica". Isto fornecerá diversas opções para definir formatação, numeração de páginas, etc. As impressoras com relevo Braille da Index possuem seus próprios drivers, sob o fabricante "Index". Isso fornece melhores opções para formatação de texto e impressão gráfica com relevo.

Até o Jessie (Debian 8), somente o driver genérico de texto está disponível:

No painel de impressoras (acessado através do ícone de impressora no painel de controle ou diretamente ao se navegar em http://localhost:631/ e clicando-se em Administração), adicione uma impressora, escolha a conexão (USB, porta paralela, etc.). Você pode escolher livremente a descrição que melhor lhe agrade. Para a seleção do driver, escolha o fabricante "Genérico" e escolha a opção "Impressora genérica somente texto".

Para imprimir, você simplesmente pode executar lp teste.txt.

Se sua impressora com relevo não funcionar automaticamente, você pode precisar reformatar seu texto com a largura do papel, usando o comando fmt. Por exemplo, para definir uma largura de 40 colunas, use:

fmt -40 < teste.txt > teste2.txt
lp teste2.txt

Boot acessível

Sinais sonoros audíveis

O GRUB pode ser configurado para emitir um sinal sonoro (beep) quando estiver pronto para receber digitação no teclado. Em /etc/default/grub, retire o comentário ou adicione a seguinte linha:

GRUB_INIT_TUNE="480 440 1"

e execute update-grub.

Atalhos de teclado

É possível atribuir atalhos de teclado para entradas de menu de boot.

Por exemplo, para tornar a letra 'a' um atalho para uma entrada, adicione --hotkey=a logo após a palavra menuentry naquela entrada:

menuentry --hotkey=a 'Linux' {
   ...
}

Contudo, isto não funciona para as entradas de boot autogeradas (do update-grub). Como forma de contornar esse problema, você pode criar entradas manuais em /etc/grub.d/40_custom e atribuir os atalhos ali. Se estiver inseguro(a) sobre o formato, você pode examinar as entradas menuentry em /boot/grub/grub.cfg e copiá-las como um modelo.

Acessibilidade completa

Uma opção para conseguir um bootloader completamente acessível é usar o petitboot. O princípio é tornar o bootloader normal (por exemplo, o Grub) iniciar o Linux normalmente, mas fazendo com que ele inicie petitboot e brltty. O petitboot fornece uma lista de kernels para fazer boot e permite que parâmetros sejam anexados. Ele então usa kexec para realizar o boot do kernel desejado com as opções desejadas.

Contudo, isto não suporta o Windows, somente Linux.

Primeiro, instale o pacote petitboot, crie um arquivo /boot/petitboot.sh contendo, por exemplo:

   1 #!/bin/sh
   2 /bin/mount none /var -t tmpfs
   3 /bin/mount none /tmp -t tmpfs
   4 /etc/init.d/udev start
   5 /usr/sbin/pb-discover &
   6 /sbin/brltty
   7 /usr/sbin/petitboot-nc -l /tmp/log

E torne-o executável:

chmod +x /boot/petitboot.sh

A seguir, crie uma entrada de boot para o petitboot. Por exemplo, copie/cole de /boot/grub/grub.cfg uma entrada Linux (que sabe-se que inicializa corretamente) para o fim de /etc/grub.d/40_custom , anexe ao fim da linha linux (que especifica o arquivo vmlinux ) init=/boot/petitboot.sh , e nomeie a entrada de menu petitboot. Você também pode escolher um atalho para a entrada. Por exemplo, pareceria assim:

menuentry 'petitboot' --hotkey=p --class debian --class gnu-linux --class gnu --class os {
    ...
    echo 'Loading Linux <version> ...'
    linux /boot/vmlinuz-<version> root=blabla ro init=/boot/petitboot.sh
    echo 'Loading initial ramdisk ...'
    initrd /boot/initrd.img-<version>
}

Você pode querer manter uma cópia de segurança do kernel, um que você sabe que funciona, em um lugar seguro, e usar esse caminho em vez do arquivo fornecido pelo Debian, o qual poderá quebrar nas atualizações.

Eventualmente, execute update-grub para atualizar /boot/grub/grub.cfg.

Desse modo, no boot, quanto você ouvir o sinal do grub, você tem a opção de pressionar a tecla "End" e depois "Enter", ou pressionar o atalho "p", e isso vai iniciar o linux, brltty e petitboot.

Se depois de alguns testes você realmente sentir-se seguro(a), você pode torná-lo o padrão no grub: em /etc/default/grub, defina

GRUB_DEFAULT="petitboot"

e execute novamente update-grub . Você ainda tem a opção, quando o grub emite o sinal sonoro, de pressionar "Begin" seguido de "Enter" para inicializar sem o petitboot.

Ampliação do Grub

O Grub não inclui ampliação, mas o tamanho da fonte pode ser aumentada facilmente gerando-se um arquivo de fonte:

grub-mkfont -s 60 -o /boot/grubfont.pf2 /usr/share/fonts/truetype/dejavu/DejaVuSansMono.ttf

O tamanho 60 pode ser alterado para se adequar as suas necessidades.

E adicione /etc/default/grub à linha

GRUB_FONT="/boot/grubfont.pf2"

para efetivamente usar a fonte.

O update-grub precisa ser executado novamente após a modificação de /etc/default/grub. Ele não precisa ser executado novamente se você rodou novamente grub-mkfont para definir um tamanho de fonte diferente.

Fontes de console

A fonte do console do texto do Linux pode ser alterado para melhor acessibilidade: em /etc/default/console-setup, pode-se definir FONTFACE para o Terminus, de modo a ser capaz de selecionar maiores fontes, tais como FONTSIZE=32x16. Isto logicamente reduzirá a quantidade de texto exibido na tela. Para um melhor ajuste da quantidade exata de texto exibido na tela, SCREEN_WIDTH (largura de tela) e SCREEN_HEIGHT (altura de tela) pode ser definidas.

O pacote console-braille fornece fontes Braille que você pode usar para digitar padrões Braille Unicode e para mostrar Braille na tela física. Isto é incompatível com FONTFACE, já que você precisará especificar tanto a fonte normal quanto a fonte Braille na variável FONT, veja o exemplo em /etc/default/console-setup .

Uma outra possibilidade é usar fbterm, que tem a opção -s para gerar fontes de tamanho grande:

fbterm -s 40

O fbterm, contudo, não é compatível com brltty e speakup.

Interface gráfica de usuário(a)

Atualmente, você pode acessar os desktops GNOME, MATE, XFCE, LXDE e LXQt com Orca. Por favor, veja os artigos Orca e GNOME accessibility guide (inacessível) para mais detalhes. Para o Gnome 3, será útil ler o guia de atalhos do gnome shell

O modo mais simples de instalar esses ambientes gráficos de usuário(a) é instalar as tarefas correspondentes, por exemplo:

apt install task-gnome-desktop

Outra forma, mais leve, é instalar manualmente o Xorg e o metapacote de ambiente gráfico, mas provavelmente você perderá muitas coisas. Por exemplo:

apt-get install xorg xserver-xorg-video-all xserver-xorg-input-all desktop-base menu gnome-core

Também certifique-se de que tem o orca instalado para acessá-lo:

apt-get install orca

Cada desktop tem uma forma de habilitar a acessibilidade. Você também pode fazer isso manualmente, veja dicas&truques abaixo.

Para os aplicativos do KDE qt4 tais como o reprodutor vlc, o pacote qt-at-spi precisa ser instalado, e a variável de ambiente QT_ACCESSIBILITY precisa ser definida para 1:

export QT_ACCESSIBILITY=1

(isto já deve ser feito por /etc/X11/Xsession.d/90qt-a11y)

Nota: aplicativos escritos usando-se as ferramentas de desenvolvimento gtk ou qt não são necessariamente acessíveis, mesmo quando a acessibilidade está habilitada. Por exemplo, o spotify permanece não acessível.

Nota: a configuração padrão do speech-dispatcher usa pulseaudio, que se recusará a executar como root. Isto significa que, ao se autenticar como root, a sessão gráfica não terá saída por fala. Um modo de contornar isso é configurar o speech-dispatcher para usar a saída de ALSA: em /etc/speech-dispatcher/speechd.conf, defina as seguintes linhas:

AudioOutputMethod= "alsa"

Esquemas de cor para acessibilidade

Para habilitar alto contraste ou para inverter cores, um pacote chamado gnome-accessibility-themes existe, no qual temas diferentes estão incluídos. Você pode instalá-lo com

aptitude install gnome-accessibility-themes

Eles podem ser selecionados no menu de preferências do GNOME.

As cores também podem ser invertidas usando-se xcalib, ou seja:

xcalib -i -a

simplesmente inverterá todo o desktop.

Daltonismo

Para daltonismo, o programa Ferramenta para ampliar a tela do KDE inclui opções para alterar a cor de somente uma região (não de toda a tela). E tem configurações para protanopia, deuteranopia, titranopia e acromatopsia.

Deixando o cursor maior

Instalar o pacote big-cursor deve fazer com que o cursor fique maior em vários casos.

No desktop MATE, pode-se usar o seguinte para deixar o cursor maior:

gsettings set org.mate.peripherals-mouse cursor-size 48

(ou valores até maiores que 48)

Tanto o cursor preto quanto o branco podem ser configurados:

Suporte à ampliação em tela cheia

Existem várias opções para ampliação de tela cheia. Escolha uma que melhor se adapta a você.

Opção 1: Compiz

Suporte à ampliação melhorada é fornecida pelo plugin ezoom do Compiz

Opção 2: Resolução

O modo mais simples é diminuir a resolução da tela: xrandr -s 800x600

Para restaurar a resolução da tela, use: xrandr -s 0

Opção 3: Panning (deslocamento)

É possível fazer zoom sem mudar a resolução de tela. Somente uma porção da tela ficará visível, então mova o mouse para os cantos da tela para se deslocar.

Para habilitar o panning: xrandr --output VGA1 --mode 640x480 --fb 1280x1024 --panning 1280x1024

Desligar o panning: xrandr -s 0

Opção 4: alterando DPI

Um método que funciona para alguns kits de ferramentas é dizer ao Xserver que ele tem uma resolução de tela maior do que realmente tem:

Para mudar o DPI: xrandr --dpi 200

o que fará com que tudo basicamente fique duas vezes maior (200 dpi em vez do padrão 96dpi ou até mesmo 75dpi). Isto funciona bem no Qt.

Para gtk2, pode-se colocar o seguinte em ~/.gtkrc-2.0:

gtk-font-name = "DejaVu Sans 20"
gtk-cursor-theme-size = 64
gtk-icon-sizes = "gtk-menu=48,48 : gtk-button=48,48 : gtk-dialog = 128,128"

style "default"
{
        GtkRange::slider_width = 56
        GtkRange::stepper_size = 56
        GtkPaned::handle-size = 20
        GtkCheckMenuItem::indicator-size = 48
        GtkCheckButton::indicator-size = 48
        GtkOptionMenu::indicator-size = 48
        GtkTreeView::indicator-size = 48
        GtkTreeView::expander-size = 40
}

class "GtkWidget" style "default"

Para gtk3, pode-se definir esta variável de ambiente:

export GDK_SCALE=2

Outros kits de ferramentas podem precisar de outras configurações. Idealmente, eles devem escolher a solução DPI...

Opção 5: Ambiente de área de trabalho

As soluções anteriores funcionam para qualquer sistema Debian. Entretanto, dependendo de qual ambiente de área de trabalho você tenha instalado, você pode ter uma maneira gráfica e simples de habilitar o zoom. Por exemplo, ambos Gnome-Shell e Cinnamon incluem um ícone de Acesso Universal [ATTACH] em seu dock com uma opção de menu para habilitar o zoom e panning (deslocamento) de tela cheia. O ampliador do Cinnamon, contudo, não suporta rastreamento de foco, o gnome-shell sim.

Lente de aumento

Algumas pessoas preferem uma lente de aumento virtual em vez da ampliação de toda a tela. A resolução de tela não é alterada, em vez disso uma pequena janela é adicionada na qual exibe-se uma versão ampliada de uma porção da tela. Usualmente, você pode escolher a área para ampliar ao arrastar a área para dentro da janela ou ao fazer com que o programa sempre amplie a região ao redor do mouse. Novamente, existem diferentes possibilidades, você é livre para escolher uma das seguintes:

Opção 1: Kmag

O KDE screen magnifier (Ampliador de tela do KDE) pode ser instalado com apt-get install kmag.

O Kmag é simples de usar. Ele ocupará mais espaço em disco (>200MB) se você não tiver instalado ainda o KDE. Embora projetado para o KDE, o Kmag funciona com qualquer ambiente de área de trabalho, incluindo Gnome e Cinnamon.

Opção 2: Virtual Magnifying Glass

Se você tiver problemas para ler palavras somente de vez em quando, você pode preferir o Virtual Magnifying Glass (VMG, Lente de Aumento Virtual). Sua vantagem está em que usualmente ele não é visível, ao contrário de programas como o kmag que criam uma janela que sempre cobre parte de sua tela. Clicando no ícone do VMG na bandeja do sistema, exibe-se uma lente de aumento ao redor do ponteiro do mouse. Movendo o mouse, move-se a lente. Clicando em qualquer lugar fecha-se o programa. (Dica: para mudar o nível do zoom, role o botão central do mouse).

O VMG está disponível no Stretch (Debian 9) e posteriores. Ele pode ser instalado sem problemas em sistemas Jessie também, o arquivo .deb pode ser obtido em https://packages.debian.org/sid/vmg , e instalado com

dpkg -i vmg_3.7.1-1_amd64.deb
apt-get -f install

Controlando o mouse com o teclado

Pode-se usar o teclado numérico para mover o mouse. É necessário habilitar a opção keypad:pointerkeys do xkb para isso. Isto pode ser temporariamente obtido por:

setxkbmap -option keypad:pointerkeys

E permanentemente, ao se adicionar a linha

Option "XkbOptions" "keypad:pointerkeys"

em /etc/X11/xorg.conf.d/00-keyboard.conf

Para realmente habilitá-lo, pressiona-se shift-numlock. As teclas do teclado numérico movem o mouse e a tecla 5 simula o clique do mouse. '/', '*' e '-' podem ser usados para alternar entre os botões esquerdo, direito e central. '0' e 'del' mantém pressionado e liberam o botão. Pressione shift-numlock para voltar ao teclado numérico normal.

Acessibilidade no gdm

O programa gráfico de início de sessão gdm suporta acessibilidade, o orca somente precisa ser habilitado. Mas no Lenny, o gdm padrão instalado não suporta esta funcionalidade. Desse modo, para o Lenny você precisa primeiramente remover o gdm e instalar o gdm3 em seu lugar. O Squeeze (Debian 6) e posteriores já usam o gdm3 por padrão.

A seguir, você pode habilitar o orca a partir de quatro maneiras:

su -s /bin/sh -c "gconftool-2 --type bool --set /desktop/gnome/applications/at/screen_reader_enabled true" Debian-gdm

ou para o Wheezy (Debian 7) e posteriores:

su -s /bin/sh -c 'eval $(dbus-launch) ; export DBUS_SESSION_BUS_ADDRESS DBUS_SESSION_BUS_PID ; GSETTINGS_BACKEND=dconf gsettings set org.gnome.desktop.a11y.applications screen-reader-enabled true' Debian-gdm || true

Acessibilidade no lightdm

O programa gráfico de início de sessão lightdm suporta acessibilidade, o orca somente precisa ser habilitado. Crie o diretório /etc/xdg/lightdm/lightdm.conf.d, e então crie o arquivo /etc/xdg/lightdm/lightdm.conf.d/80_orca-dm-wrapper.conf e escreva o seguinte nele:

[SeatDefaults]
greeter-wrapper=/usr/bin/orca-dm-wrapper

Acessibilidade no libreoffice

Para tornar o libreoffice acessível, precisa-se instalar libreoffice-gtk3.

Acessibilidade em aplicativos 32bit

Se você está executando um sistema 64bit e usa alguns aplicativos 32bit, ter o libatk-adaptor instalado não será suficiente para fazer os aplicativos 32bit acessíveis: você também precisa instalar a versão 32bit do pacote. Se você ainda não fez, habilite a instalação de pacotes i386, como documentado com muitos detalhes em pt_BR/Multiarch/HOWTO:

dpkg --add-architecture i386

A seguir atualize o banco de dados do APT:

apt-get update

e agora você pode instalar a versão 32bit da ponte GTK:

apt-get install libatk-adaptor:i386 libgail-common:i386

e da ponte QT:

apt-get install qt-at-spi:i386

Acessibilidade no Java

Para acessar aplicativos Java, precisa-se instalar o pacote libatk-wrapper-java . Infelizmente, nas versões do Debian antes da 9 (Stretch), o OpenJDK está com acessibilidade desabilitada por padrão (veja 705511). Ela tem que ser reabilitada manualmente. No arquivo /etc/java-6-openjdk/accessibility.properties para o Debian 7 (Wheezy) ou /etc/java-7-openjdk/accessibility.properties para o Debian 8 (Jessie) a seguinte linha não deve estar comentada (o sinal # na frente precisa ser removido):

assistive_technologies=org.GNOME.Accessibility.AtkWrapper

Além disso, somente o GTK look and feel (aparência e comportamento do GTK) possui suporte à acessibilidade, então no arquivo /etc/java-6-openjdk/swing.properties para o Debian 7 (Wheezy) ou /etc/java-7-openjdk/swing.properties para o Debian 8 (Jessie), a seguinte linha não deve estar comentada (o sinal # na frente precisa ser removido):

swing.defaultlaf=com.sun.java.swing.plaf.gtk.GTKLookAndFeel

Atualizando a tecnologia assistiva em Spi

A tecnologia assistiva em Spi é a base para acessibilidade de interface gráfica, incluindo o Orca. Para se beneficiar dos últimos avanços dela, é frequentemente útil tentar uma versão mais recente. O Debian não atualiza para versões mais novas do software, depois de lançados. Uma exceção é o serviço backports, que fornece pacotes selecionados em versões mais recentes para o sistema estável.

Para um sistema Debian 10 ‘Buster’, adicione isto ao seu /etc/apt/sources.list :

deb https://ftp.debian.org/debian buster-backports main

e execute

apt-get update
apt-get install at-spi2-core/buster-backports gir1.2-atspi-2.0/buster-backports gir1.2-atk-1.0/buster-backports libatk-adaptor/buster-backports python3-pyatspi/buster-backports orca/buster-backports libatk-wrapper-java-jni/buster-backports libatk-wrapper-java/buster-backports

Se você precisar de pacotes de desenvolvimento (por exemplo, para construir o Orca), você pode executar

apt-get install libatspi2.0-dev/buster-backports libatk-bridge2.0-dev/buster-backports

Para um sistema Debian 9 ‘Stretch’, adicione isto ao seu /etc/apt/sources.list :

deb https://ftp.debian.org/debian stretch-backports-sloppy main

e execute

apt-get update
apt-get install at-spi2-core/stretch-backports-sloppy gir1.2-atspi-2.0/stretch-backports-sloppy gir1.2-atk-1.0/stretch-backports-sloppy libatk-adaptor/stretch-backports-sloppy python3-pyatspi/stretch-backports-sloppy orca/stretch-backports-sloppy libatk-wrapper-java-jni/stretch-backports-sloppy libatk-wrapper-java/stretch-backports-sloppy

Se você precisar de pacotes de desenvolvimento (por exemplo, para construir o Orca), você pode executar

apt-get install libatspi2.0-dev/stretch-backports-sloppy libatk-bridge2.0-dev/stretch-backports-sloppy

Eventualmente, reinicie sua sessão gráfica para obter o novo software que esteja sendo executado, ou reinicie seu sistema.

Virtualização

Ferramentas de virtualização são mais ou menos acessíveis.

Xen

O Xen usa uma interface de linha de comando, então é claro que é acessível. Definir um ambiente Xen, contudo, não é tão simples. Veja as páginas wiki do Debian Xen.

QEMU/KVM

QEMU/KVM podem ser executados em modo texto ao se usar a opção -curses. Claro, quando o sistema convidado está em modo gráfico, a interface de texto não exibirá nada útil e o programa de leitura de tela ainda assim será necessário dentro do sistema convidado.

Para permitir que o leitor de tela emita voz, a opção -soundhw ac97 pode ser usada para fornecer ao sistema convidado uma placa de som virtual.

Para permitir que o leitor de tela emita Braille, a opção -usbdevice braille pode ser usada para fornecer ao sistema convidado um dispositivo Baum Braille virtual. O processamento Braille será feito através do daemon brltty do sistema hospedeiro.

Uma outra forma para Braille é passar através (pass-through) um dispositivo Braille USB. Por exemplo, se no sistema hospedeiro, lsusb reporta o dispositivo Braille como:

Bus 001 Device 002: ID 0403:fe72 Baum

Fornecer a opção -usbdevice host:0403:fe72 dará o dispositivo USB ao sistema convidado, ou seja, você primeiro deve certificar-se que nada como o brltty no sistema hospedeiro o usa, e a seguir executar o qemu/kvm, e aí um daemon brltty dentro do sistema convidado pode acessar o dispositivo físico, como se ele estivesse conectado à máquina virtual.

Claro, se alguém tem dois dispositivos Braille USB, um pode ser usado por brltty executando no sistema hospedeiro e o outro pode ser usado por um brltty executado no sistema convidado.

Resolução de problemas

Não há fala após login no GNOME

Se o Orca somente diz "Bem-vindo(a) ao Orca" e parece ficar em silêncio em seguida, você atualmente está em uma área de trabalho vazia. Para obter o foco, pressione Alt+F1 para o menu ou Alt+F2 para a caixa de diálogo de execução de código.

Não há som

Em casos raros, o sistema pode realizar o boot com o volume muito baixo ou com uma placa de som em mudo. Os seguintes comandos podem resolver isso:

amixer set Master 50%+
amixer set PCM 50%+
amixer set Master unmute

Nota: o valor 50% é um exemplo. Você pode usar qualquer valor que seja adequado a você.

BRLTTY/braille pára após o boot

No Wheezy (Debian 7) foi adicionado um programa chamado modemmanager que escaneia dispositivos seriais (e possivelmente usb2serial) para detectá-los como modems. Infelizmente isto destrói a comunicação com linhas Braille conectadas através dessas portas. Execute somente

apt-get remove modemmanager

para reparar esse problema.

Sessão do GNOME 3 inacessível / não há modo de recuperação (fallback mode)

Pode acontecer de você chegar em uma seção do GNOME 3 que seja inadequadamente acessível. Por exemplo, se você pressionar alt+f1 para o menu, nada é vocalizado. Isto tem a ver com o ainda pouco acessível shell do GNOME. Por favor, veja abaixo como resolver este problema.

Debian Jessie (GNOME >= 3.8)

No Debian Jessie com o GNOME versão >= 3.8, existe um modo chamado GNOME clássico. Ele usa o GNOME shell diretamente para conseguir uma experiência de usuário(a) parecida com o GNOME 2. Quando usar o startx, você pode configurar seu .xinitrc para usar este modo:

if [ -d /etc/X11/xinit/xinitrc.d ]; then
  for f in /etc/X11/xinit/xinitrc.d/*; do
    [ -x "$f" ] && . "$f"
  done
  unset f
fi

exec gnome-session --session=gnome-classic

Problemas com Xorg

O Xorg pode não querer iniciar se nenhuma tela física estiver anexada à placa de vídeo. Isto deve ser relatado ao driver de vídeo que está sendo usado, você pode citar https://lists.freedesktop.org/archives/xorg/2009-March/044206.html para justificativas que fundamentem uma correção.

Enquanto isso, pode-se usar um driver fictício que não fará uso de qualquer placa gráfica e ainda assim permitirá que o gnome desktop inicie. Instale o pacote xserver-xorg-video-dummy e adicione as seguintes linhas para /etc/X11/xorg.conf (crie um se você não possuir este arquivo):

Section "Device"
    Identifier "noscreendevice"
    Driver     "dummy"
EndSection

Contudo, o suporte está quebrado desde o Squeeze (Debian 6), veja 696965 ; o seguinte patch pode ser aplicado ao Xorg para corrigi-lo:

diff --git a/src/dummy_driver.c b/src/dummy_driver.c
index 6062c39..566a006 100644
--- a/src/dummy_driver.c
+++ b/src/dummy_driver.c
@@ -813,7 +813,7 @@ dummyDriverFunc(ScrnInfoPtr pScrn, xorgDriverFuncOp op, poin
     switch (op) {
        case GET_REQUIRED_HW_INTERFACES:
            flag = (CARD32*)ptr;
-           (*flag) = HW_SKIP_CONSOLE;
+           (*flag) = 0;
            return TRUE;
        default:
            return FALSE;

Executar Pulseaudio como root

Para ser capaz de executar a fala tanto no console de texto quanto nas sessões gráficas, pode-se executar o pulseaudio como root. Isto não é recomendado no código original do pulseaudio, então temos que mexer um pouco:

coloque isso em /root/.config/pulse/client.conf :

default-server = unix:/tmp/pulse.sock
autospawn = no

e coloque isso em $HOME/.config/pulse/default.pa

.include /etc/pulse/default.pa
load-module module-native-protocol-unix auth-anonymous=1 socket=/tmp/pulse.sock

Desabilitar Pulseaudio

O Pulseaudio pode causar problemas ao executar um leitor de tela de console como root que está usando ALSA, por exemplo, Speakup ou BRLTTY. Além de executar o Pulseaudio como root, ele também pode ser desabilitado.

Existem duas opções disponíveis. A primeira funciona para MATE ou até mesmo para ambientes de área de trabalho mais leves, ao se remover o pacote:

sudo apt remove pulseaudio

Para outros ambientes de área de trabalho como GNOME, é impossível remover o Pulseaudio. Desabilitá-lo funciona, fazendo o seguinte:

1. Execute o comando

dpkg-divert --add --rename /usr/share/alsa/pulse-alsa.conf

2. Instrua o pulseaudio a não se duplicar automaticamente. Edite /etc/pulse/client.conf e procure por uma linha como:

; autospawn = yes

e altere-a para

autospawn = no

Dica: você deve reconfigurar o Speech-Dispatcher para usar um método de saída de áudio diferente. Edite /etc/speech-dispatcher/speechd.conf e altere a linha

# AudioOutputMethod "pulse"

para

AudioOutputMethod "libao"

Você precisa reiniciar o Speech-Dispatcher:

killall speech-dispatcher; speech-dispatcher

Se você configurou o Speech-Dispatcher para rodar no nível do sistema, o comando para reiniciá-lo é:

systemctl restart speech-dispatcher

e você deve adicionar root no grupo audio usando sudo adduser root audio.

Dicas e truques

Speakup e questões de configuração de pacote

Quando usar o leitor de tela speakup, a interface padrão para configuração de pacote não é conveniente. Pode-se alternar para a interface Readline por padrão executando

dpkg-reconfigure debconf

e selecionando Readline. Pode-se também escolher a interface para somente uma sessão, executando

export DEBIAN_FRONTEND=readline

Acessibilidade em chroots

Para que as aplicações possam ser acessíveis de dentro de chroots, elas precisam ter acesso ao bus at-spi. Este bus vive tanto em /tmp quanto $HOME, então além da configuração usual de at-spi dentro de chroot, o seguinte é necessário:

mount /tmp /where/the/chroot/is/tmp -o bind
mount /home /where/the/chroot/is/home -o bind

E como é normal, as variáveis de ambiente DISPLAY e XAUTHORITY devem ser definidas para valores que possuem fora de chroot, para que acessem o dispositivo de exibição X.

Apagar a tela

Para economizar bateria, ou para ter alguma privacidade, pode ser interessante desligar a tela. Existem duas abordagens, a primeira é simples, mas requer privilégios de administração.

Instale o pacote vbetool e use o comando

sudo vbetool dpms off

to shut down the monitor and

sudo vbetool dpms on

para reativá-lo Também é uma boa ideia (mas não necessária) adicionar uma configuração para seu arquivo sudoers, para permitir que este comando seja executado sem pedido de senha. Adicione em /etc/sudoers:

usuário(a)      ALL=(root) NOPASSWD: /usr/sbin/vbetool

(onde "usuário(a)" deve ser substituído com seu nome de usuário(a)).

Dica: após algum tempo de inatividade, o monitor será ativado novamente após o pressionamento de uma tecla. Para evitar isso você poderia criar um script, chamando-o com ./<nome_do_script> & para executá-lo em plano de fundo e com o seguinte conteúdo:

while [ 1 ]; do; sudo vbetool dpms off; sleep 20; done

A segunda abordagem difere do console e X. No console de texto, isto pode ser feito com

setterm -blank force

e restaurado com

setterm -blank poke

Os comandos precisam ser executados diretamente no console Linux. Quando executando através da tela, você precisa redirecionar a saída, por exemplo para /dev/tty1:

setterm -blank force > /dev/tty1

No console gráfico X11, isto pode ser feito usando este script para ligar ou desligar a tela:

   1 #!/bin/sh
   2 output=$(xrandr | grep ' connected ' | awk '{print $1}' | head -1)
   3 screenSize=$(xrandr | awk 'BEGIN {foundOutput=0}
   4     / '$output' / {foundOutput=1}
   5     /\*\+/ {print $1}
   6     /^[^ ]/ {if(foundOutput) exit 0}')
   7 if [ "$screenSize" != "" ]; then
   8     xrandr --output $output --fb $screenSize --off
   9     espeak -v es "Monitor apagado"
  10 else
  11     xrandr --output $output --auto
  12     espeak -v es "Monitor encendido"
  13 fi

Efeitos de som no ambiente de área de trabalho GNOME

Se você deseja ter efeitos de som para ajudar na navegação no desktop GNOME, execute

sudo aptitude install freedesktop-sound-theme
gconftool-2 --type bool --set /desktop/gnome/sound/event_sounds true
eval $(dbus-launch); export DBUS_SESSION_BUS_ADDRESS DBUS_SESSION_BUS_PID
GSETTINGS_BACKEND=dconf gsettings set org.gnome.desktop.sound event-sounds true

eSpeak com fala mais rápida

O sintetizador de fala eSpeak pode vocalizar mais rápido ao se adicionar uma opção de configuração para o arquivo de voz apropriado. Esses arquivos de voz podem ser encontrados sob /usr/lib/i386-linux-gnu/espeak-data/voices/. Selecione ali seu arquivo de idioma (por exemplo, en-us ou de). Abra o arquivo apropriado com privilégios de administração em um editor de texto e insira a seguinte linha:

speed 150

Isto fará o eSpeak vocalizar 50% mais rápido.

Mais dicas

Mais dicas estão disponíveis em https://brl.thefreecat.org/wiki/.