Partição
Particionamento de disco é a criação de uma ou mais regiões de armazenamento (chamadas partições), para que cada região possa ser gerenciada separadamente. Normalmente, é o primeiro passo de preparar um disco rígido recém-instalado, antes de qualquer sistema de arquivos ser criado. O disco armazena as informações sobre locais e tamanhos das partições em uma área conhecida como tabela de partição que o sistema operacional lê antes de qualquer outra parte do disco. Cada partição, em seguida, aparece para o sistema operacional como um disco "lógico" distinto que usa parte do disco real.
Contents
Ferramentas
Os softwares a seguir permitem manipular partições de disco:
gnome-disk-utility - gerencia e configura drives e mídias de disco
gparted - editor de partições GNOME
Parted - manipulador de partições de disco de linha de comando
gdisk - coleção de utilitários de particionamento de linha de comando para partições no formato GPT
fdisk - coleção de utilitários de particionamento de linha de comando para partições no formato legado MBR
LVM - gerencie sistemas de arquivo de maneira flexível
Esquemas de particionamento
Existem várias maneiras pelas quais as partições podem ser definidas, as mais comuns são chamadas de GPT e MBR. Você pode encontrar qual você está usando executando fdisk -l.
Partições no formato GPT
Computadores que usam UEFI, e alguns que usam BIOS, podem usar um formato de particionamento chamada de Tabela de Partição de Identificador Único Global (Globally Unique Identifier - GUID - Partition Table - GPT).
Partições no formato MBR
Computadores mais antigos que são inicializado usando um BIOS usam um formato de particionamento chamado MBR. Este formato foi projetado para o MS-DOS e suporta apenas discos menores que 2TB.
MBR define três tipos de partições:
- Partição primária: as primeiras 4 partições em um disco são chamadas de partições primárias. Para ter mais de 4 partições, uma partição estendida deve ser usada.
- Partição estendida: uma partição primária pode ser designada como uma partição estendida e, em seguida, usada para definir várias partições lógicas. Só pode haver uma partição estendida em um disco. Isso permite que o disco contenha mais de 4 partições.
- Partição lógica: uma partição que reside em uma partição estendida.
Para um(a) usuário(a) final, não há diferença prática entre uma partição primária (não estendida) e as partições lógicas: cada uma pode conter um sistema de arquivos (como ext4 ou vfat) ou ser usado como volume físico LVM, etc. A partição estendida em si não é utilizável, pois seu espaço é usado para definir as partições lógicas.
As partições primárias são sempre numeradas de 1 a 4.
Aqui está uma saída anotada de lsblk em um disco SATA com partição MBR:
O disco tem uma partição primária sda1 usada para /boot
A partição estendida é sda2. Note que é muito pequena, apenas 1k
A partição lógica sda5 é usada como um volume físico LVM
As partições principais usadas para o sistema estão todas em LVM. Observe que /boot também pode estar em LVM, mas muitos documentos antigos não recomendam.
# lsblk NAME MAJ:MIN RM SIZE RO TYPE MOUNTPOINTS sda 8:0 0 223.6G 0 disk ├─sda1 8:1 0 243M 0 part /boot # primária (/boot, não está em LVM nesta máquina) ├─sda2 8:2 0 1K 0 part # estendida, contêiner para outras partições └─sda5 8:5 0 223.3G 0 part # lógica, usada como um volume físico LVM ├─vg-root 254:0 0 23.3G 0 lvm / # volume lógico LVM para / ├─vg-var 254:1 0 12.3G 0 lvm /var # volume lógico LVM para /var ├─vg-swap_1 254:2 0 7.9G 0 lvm [SWAP] # volume lógico LVM para swap ├─vg-tmp 254:3 0 1.9G 0 lvm /tmp # etc ├─vg-home 254:4 0 151G 0 lvm /home └─vg-srv 254:5 0 25G 0 lvm /srv
Alterando partições
LVM
Se você não tem certeza de qual tamanho fazer suas partições, usar LVM é uma boa ideia, pois facilita o redimensionamento de partições. O DebianInstaller tem suporte. No LVM, cada volume lógico é tratado como se fosse um disco separado no qual você faz partições.
A página LVM tem exemplos de como aumentar ou encolher um volume lógico.
Atualizando arquivos de configuração após alterar partições
Outra vantagem do LVM é que você pode se referir a volumes lógicos pelo nome, o que significa que você pode fazer alterações sem precisar atualizar arquivos de configuração.
Se você alterar as partições de disco subjacentes de uma forma que altere os números de partição, talvez seja necessário atualizar um número de arquivos de configuração em /etc:
O arquivo fstab pode precisar ser atualizado para se referir aos novos nomes (recomenda-se consultar os sistemas de arquivos pelo seu UUID, que é menos provável de ser alterado).
Se o número da partição de swap for alterado, o número de /etc/initramfs-tools/config.d/resume precisa ser editado. Este arquivo indica a partição, geralmente swap, usada para hibernação. update-initramfs -u precisa ser executado depois para atualizar o initramfs.
Se você alterar a partição /boot ou root, você deve executar update-grub para que o Grub2 saiba como inicializar o sistema
Observe que mesmo partições inalteradas podem mudar. Por exemplo, uma partição que costumava ser identificada como /dev/sda7 pode ser alterada para /dev/sda6 se uma partição anterior for excluída.
Veja também
SoftwareRAID no Debian
Links externos
http://www.tldp.org/HOWTO/Partition/index.html The Linux partition ?HowTo.
http://www.salingfamily.net/trav/linux/lost_partition.html Recuperando uma tabela de partição perdida
