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1. Qual texto devo usar, `verificador ortográfico Aspell do GNU' ou `verificador ortográfico GNU Aspell' ?

Esta pergunta foi feita no seguinte e-mail: To: debian-l10n-portuguese@lists.debian.org Subject: ?ddtp aspell-pt-br From: Regis Fernandes Gontijo <regisfg@no-spam.com.br> Date: Sun, 06 Feb 2005 17:19:25 -0200

As seguintes opiniões foram defendidas:

1. Daniel, em 08/02

Acho que eu fui um dos que mudou para "Aspell do GNU". Seria bom adotarmos um padrão para todos os pacotes "do GNU".

Eu dei uma olhada na versão em português da página do projeto GNU (Devia ter feito isso antes de mudar na revisão) e lá a referência aos softwares é com o termo "GNU" antes, como nos exemplos abaixo:

- ambiente de edição de textos GNU Emacs - sétima versão maior do GNU Bayonne

Dessa forma, apoio manter como "GNU Aspell" e fazer o mesmo com os outros pacotes "do GNU".

[]'s

2. Fred, em 8/2

Sou a favor do Emacs da GNU. Um leigo que leia GNU Emacs não vai saber que é o emacs da gnu. Se na página da gnu está traduzido errado, a gente não precisa levar este erro para a frente. Na verdade, eu diria que está semi-traduzido.

3. Régis, 9/2

Matutando um pouco mais eu pensei nos problemas de usar Software da GNU' em vez de GNU Software' (substituindo Software pelo produto em questão). Acho que isso não seria diferente de, por exemplo, traduzir Mozilla Browser' por Navegador web do Mozilla', visto que tanto o termo Mozilla quanto GNU são nomes de projetos ou instituições responsáveis pelo desenvolvimento dos softwares citados e para mim não soa bem Navegador do Mozilla' (ou Browser do Mozilla') em vez de Mozilla Browser, Firefox do Mozilla' (em vez de Mozilla Firefox), Composer do Mozilla' (em vez de Mozilla Composer), etc. Creio que a diferença é que o nome do projeto também faz parte do nome do produto e não acho correto traduzir nomes de produtos. Por outro lado talvez eu esteja equivocado e seja interessante (ou até mesmo necessário) traduzir, em algumas situações, nomes de produtos. Fiquei realmente confuso pois a questão não é tão simples quanto dúvidas de vocabulário que eu sempre posto aqui...

4. Fred, 9/2

Acho que você tocou num ponto importante. Não é uma simples questão de vocabulário, mas de estrutura gramatical.

Anglicanismos estão muito no nosso vocabulário, mas não na nossa estrutura gramatical. deixando GNU aspell nós estaríamos colocando o adjetivo de posse antes do substantivo. E isto para mim é que é esquisito. Quer ver? Vou dar alguns exemplos:

sansung monitor (em bom português: monitor sansung) black&decker ferro (em bom português: ferro black&decker) genius mouse (em bom português: mouse genius) tramontina faca (em bom português: faca tramontina)

Mas tem alguns contra-exemplos, vindos de empresas sem compromisso com a língua brasileira, o que não é o nosso caso. Estas empresas são transnacionais, a comunidade de SL é multinacional. Mas vamos aos exemplos:

microsoft word norton antivirus

E agora? Deu para sacar o meu ponto de vista?

Paro por aqui, Fred

5. Régis, 10/2

Fred, não entendi exatamente o significado do termo `anglicanismos' na frase acima, mas considerando o contexto creio que refira-se ao nosso mal costume de respeitarmos a estrutura da língua inglesa em detrimento do desrespeito que temos para com a língua portuguesa, estou certo?

fum> sansung monitor (em bom português: monitor sansung) fum> black ferro (em bom português: ferro black&decker) fum> genius mouse (em bom português: mouse genius) fum> tramontina faca (em bom português: faca tramontina)

Tem razão, são exemplos bem claros mesmo... Não sei como demorei tanto para perceber... :-/

fum> E agora? Deu para sacar o meu ponto de vista?

Bom, eu saquei sim mas parece que a falta de compromisso/atenção ao traduzir/controle de qualidade é generalizada mesmo e vai muito além do software proprietário. Bom, não vou extender mais esta mensagem por agora para evitar fugir do tópico, visto que por agora não tenho idéia formada de qual é a melhor opção para solucionar este problema.

6. Fred, em 10/2

> Bom, aqui também não entendi essa questão dos contra-exemplos. Eu > inclusive tentei comparar os termos GNU software' e Microsoft > software' com Software da GNU' e Software da Microsoft' antes de > perguntar na lista. Agora a pouco pensei em outros contra-exemplos, > que são nacionais e incluem distribuições Linux ou talvez alguém até > possa citar outros softwares livres... :-( Pra não citar os nomes > reais usarei nomes fictícios, veja:

Este 'da' não é necessario. Exemplo: café são braz. Não café da são braz.

> Fulano Linux > ?EmpresaTal Linux (existem casos de sucesso no Brasil que usam uma > destas formas e que são bem conhecidos por muitos aqui) > > Seria o caso de também usarmos em português `GNU/Linux da(o) Debian' > ?

Ou GNU/Linux Debian. Sem o 'da'.

7. Daniel, em 10/2 - Proposta de votação

Depois de ter lido as opiniões de todos eu acho que um bom resumo seria:

*GNU Aspell: Não é a forma como deve ser escrito em português do Brasil, mas INFELIZMENTE é como a maioria dos softwares são referenciados por aqui. *Aspell do GNU: É a forma correta e acho que ainda deixaria até uma dúvida no usuário sobre o que viria a ser GNU e acho que isso é bom. Não sei porque mas lendo 'GNU Aspell' parece que o GNU passa desapercebido.

E aí? Alguém tem mais algum comentário defendendo alguma das duas opções? A gente tem que votar em qual vai ser a utilizada pra haver uma consistência nas traduções.

8. Felipe, em 11/2

(...) As citações e os exemplos são bastante relevantes, no entanto um aspecto importante é o nome. Você não troca nomes, eu me chamo Felipe aqui ou na Indonésia, não é porque viajo para os Estados Unidos que passo a me chamar Philip.

Sendo assim, GNU Aspell é o nome do software e, apesar das característica de posicionamento gramatical, que eu concordo plenamente, o nome dele está escrito dessa maneira e devemos respeitar. :o)

Aqui tem um outro aspecto, embora o Aspell seja parte do Projeto GNU, dizer que ele é da/do GNU pode soar um tanto quanto estranho, até porque GNU é um projeto relativamente complexo pra se definir pois envolve um conceito, uma filosofia e um conjunto de aplicações; IMHO a idéia é demonstrar que o Aspell faz parte desse projeto, como uma forma de carimbo.

Assim como GNU/Linux, se utilizássemos Linux da GNU estaríamos descaracterizando alguns pontos importantes (o tema é polêmico, e GNU/Linux já gera uma discussão grande, imagine Linux da GNU). :o)

O uso "do" ou "da" pode gerar uma idéia de posse que não é real, o que, nesse caso, fugiria do motivo pelo qual se utiliza GNU <alguma-coisa>.

Na minha interpretação isso não quer dizer que o software seja da GNU, mas ele é GNU compatível e merece um tipo de "carimbo" que diga que ele segue as filosofias. :)

9. Régis, em 14/2

Por um lado eu concordo com o Fred a respeito dos anglicismos; por outro lado os nomes de produto são nomes próprios, conforme o Faw comentou. No entanto estes nomes, mesmo sendo próprios, têm significados relevantes para o usuário, coisa que pode não ocorrer com nomes próprios exceto em contextos muito específicos, ainda que cada palavra do nome tenha significados tão comuns quanto qualquer outro substantivo. Isso porque o nome de uma pessoa envolve questões que às vezes são completamente subjetivas, como história da família, humor dos pais/parentes/outros, etc, coisa que é bem diferente do nome auto-explicativos de aplicativos. Jogando mais lenha na fogueira... Se a opção for feita pela tradução dos nomes de produtos, deveríamos também traduzir siglas e o próprio termo GNU? Creio que haverá quase unanimidade a respeito de não traduzir GNU, mas isso é o meu chute. :-) A intenção é que usemos estas questões para definir os limites do que é aceitável ou não no trabalho, de tal forma que alguém possa até abrir um bug em qualquer tradução que fizermos, seja no DDTP ou outras frentes de trabalho dentro do Debian-BR, solicitando corrigir algo que estiver fora das diretrizes que forem estabelecidas.

10. Em 16/2, Daniel propôs encerrar o debate

E aí? Acho que tá bom finalizar a discussão. Então a maioria optou por deixar sem mudar a ordem. Hora de fazer as revisões necessárias então!

Ah, eu só considerei quem deixou claro em que opção votou.